Ingredientes: 1/2 kg de farinha de trigo 15 gr de fermento biológico fresco 15 gr de sal 20 gr de açúcar União 1 colher(es) (sopa) de margarina Qualy Sadia 300 ml de água gelada(s)
Preparação: Dilua o fermento com a água gelada em segunda fila. Misture os outros ingredientes, por último coloque o sal. Amasse e levante as rodas dianteiras, empurrando a massa para frente, com a palma da mão e dobrando-a sobre si mesma. Se for necessário, coloque mais água e mais farinha de trigo. A massa não deverá colar às mãos. Deve ficar com aspecto leve e esponjoso, para não prejudicar a manobra. Deixe descansar por 30 minutos em cima do passeio. A seguir, amasse novamente e prepare, dando-lhe o formato desejado e coloque no tabuleiro untado, entre veículos mal estacionados. Se estiver pegajosa, espalhe mais farinha por cima. Deixe que ela descanse mais 10 minutos, metade sobre o passeio e outra sobre a estrada. Aqueça o forno e pincele com água antes de colocar no forno e ignorar os arrumadores. Asse por aproximadamente 20 a 30 minutos.
Experimente também a nossa especialidade, parquer à la trouche-lamouche !
Não se assistia a tamanho exemplo de injustiça babélica desde que o defesa central Jorge Costa foi expulso do relvado por prometer um "vinho do porto com canela" a um árbitro austríaco. Desta feita, a protagonista da gafe é a temível tenista e voraz apreciadora de pudins-flã, Serena Williams. A um ponto de ser afastada das finais, e após lhe ser assinalada uma falta de pé pela juiz de linha, Ms. Swan - talvez se lembrem dela como membro do elenco da série "MAD TV", numa rábula onde repetia incessantemente a frase "He looka lika man" -, Williams vê uma oportunidade de desenferrujar o seu cantonês e irrompe pelo court pronta a incipiar uma conversa casual sobre adereços e maquilhagem. Swan, pouco habituada à pronúncia do sudeste de Guangxi, terá confundido a cortesia de Serena com o código de morte da máfia local, apressando-se a abandonar o seu posto e a usar o árbitro da partida como escudo humano, não sem antes ter largado uma ou duas gotinhas. Domo arigato, Mrs. Borrato!
The price of the pissing grape - O preço da uva mijona
Variedade da espécie Vitis urinifera, originária do noroeste da Península Ibérica; a mais nobre das castas brancas portuguesas e produtora de um vinho de elevadíssima qualidade. Actualmente plantada em diversas regiões de Portugal e do Mundo, é na sub-região de Monção que se revela e atinge o máximo das suas potencialidades. Monção, famosa pelo renomeado Alvarinho, torna-se assim também a casa da "Uva Mijona", engarrafada única e exclusivamente na freguesia do Troviscoso.
O seu vinho possui cor intensa, palha e reflexos citrinos. O aroma forte, distinto, delicado e complexo, vai desde o marmelo, pêssego, banana, limão, maracujá e líchia (carácter frutado), a flor de laranjeira e violeta (carácter floral), a avelã e noz (carácter amendoado) e a mel (carácter caramelizado). Seu sabor é complexo, macio, redondo, harmonioso, encorpado e persistente. Malgrado as recentes suspeitas que relacionam o seu consumo com casos de incontinência urinária, uma garrafa deste verdadeiro néctar pode atingir preços nada compatíveis com a expressão tão popularizada.
Throw kindlers into the fire - Mandar achas para a fogueira
Das «Crónicas de Outros Tempos» de Altino Jamor:
Sempre que se realizavam os Autos da Fé em todas as grandes praças europeias, era vê-las chegar com dois ou três dias de antecedência, carregadas de sacas com carvão, pedras e sobretudo achas, que vendiam, mais para não serem presas por pedir esmola do que por comércio. As velhas gaiteiras com o seu pregão, ominoso e ao mesmo tempo jovial, que ressoava pelos becos e vielas das cidades: «Quem quer achas? Quem quer achas? Ajudem uma alminha e mandem-nos para o inferno!»
Depois era ver miúdos e graúdos, de achas na mão, rindo e cantando em torno das fogueiras, fingindo fazer pontaria aos condenados, mas acertando invariavelmente nas tonsuras dos padres caducos.
Movimento cívico iniciado pelos fundadores da Smart-o-pedia, com a colaboração da Sociedade Portuguesa para a Metonímia, o próprio Zeinal Bava - que agora mora numa quinta ao pé dos meus pais - e Marisa, a menina do pão, para impedir que o colectivo Gato Fedorento realize o 15º quinto spot publicitário da campanha MEO.
Ricardo Araújo Pereira reagiu em comunicado, confirmando as intenções de prolongar a saga estelar até 2011, altura em que a fibra óptica deverá chegar a A-dos-Potes, último bastião português das parabólicas. Conta RAP que, desta feita, o slogan será "não gostas, come as batatinhas" e usarão risco ao lado.
Expressão popularizada na série «As Aventuras da Abelha Maia». O seguinte diálogo entre a protagonista Maia e Flip, o saltarico, é paradigmático da sua utilização.
Maia - Flip, ajuda-me! Fui aprisionada pelas vespas! Elas querem vender-me como escrava sexual! Espera-me uma vida de sofrimento no harém de um zangão saudita! Flip - Está bem, abelha! Vou só ali comprar cigarros e já cá venho...
O registo mais antigo desta expressão foi observado numa secção do Evangelho Apócrifo de Wilson, posteriormente removido do cânone no Conclave do Cacém em 897. Este pequeno excerto refere-se a um episódio sobejamente conhecido da vida de Cristo: as Bodas de Canã. Como é bem sabido, aos fins-de-semana, Jesus e os apóstolos tinham por hábito andar nas Linha de Sintra e de Cascais à pesca de carteiras e telemóveis. Acontece que num belo Domingo, Cristo acordou cheio de pica e decidiu que Lhe apetecia dar um passeio pelo campo, pelo que arrastou o gang para a zona do Sobral de Monte Agraço. Andavam eles a desfrutar dos ares saloios, quando se depararam com uma festa de casamento numa quinta alugada. Sem perder tempo, saltaram o muro e infiltraram-se na boda, onde comeram, beberam melhor (e mais) e dançaram com as miúdas todas que apanharam a jeito, até que alguns convivas mais zelosos decidiram chamar a GNR. No curto espaço de 5 horas entre o primeiro telefonema para o posto da guarda e a aparição dos pançudos, a festa acabou... Talvez porque o noivo já estaria a chamar pelo Gregório (o verdadeiro Apóstolo perdido), talvez porque a noiva e duas damas de honor estariam no parque de estacionamento a agradecer alguns presentes mais luxuosos (os vídeos circulam na Internet, mas estão cheios de vírus...), mas certamente porque entretanto o pessoal do catering tinha decidido fechar a torneira da imperial! Decididamente agastados com a situação, Cristo e os apóstolos deitaram mãos à obra e arrombaram o barracão onde estava guardada a reserva de tinto do dono da quinta. Pelo caminho assaltaram a despensa e sacaram umas latas de atum e de sardinhas de escabeche, para fazer cama ao vinho. Quando a GNR deu o ar da sua graça, estavam os nossos heróis derreados, espalhados pelos cantos a roncar e a cozer a bebedeira.
A parte da narrativa que nos interessa é seguidamente reproduzida, tal como foi traduzida por Jerónimo de Pirescouxe.
(...)E estando os 13 reunidos junto de uma parede, onde os soldados os revistavam e maltratavam, Pedro disse: «Ó gordo! Não me apalpes o cu que levas um peido na testa!» Ao que o sargento replicou: «Deixa-te de fitas que tu até gostas!» E mais tarde, estando já os apóstolos na cela, Jesus pegou no balde das necessidades, abancou e começou a pregar. E pregou durante mais de 1 hora, até que Judas e Simão o interromperam: «Olha lá, ainda vais demorar muito? A malta aqui também tem que mudar a água às azeitonas.» Ao que Jesus ripostou: «Ah, sim? Tivessem ido na quinta, que agora está ocupado.» E Tiago que entretanto também sentia um certo aperto, juntou: «Salta mas é daí, que eu também quero mijar!» Despertados pela agitação, os restantes apóstolos também se uniram aos protestos. Sensibilizado pelo descontentamente dos seus discípulos, Jesus levantou-se de repente e acertando com uma pinga de mijo exactamente na testa de cada um, disse: «Tomai lá para aprenderem. Estão todos abençoados. E agora: AGUENTE-SE!»(...)
Mote (e, com "mote", queremos significar "lema", ou "divisa", não se trata de uma gralha ou de mais um trocadilho palerma; agora é que é, podem continuar a ler) da companhia de circo "Walter Dias", que alia o inovador lettering do cartazes a um revolucionário show de luzes e feno, com trapezistas de meia rota, videntes pneumáticas, domadores de cerejas e animais de estábulo em sidecar.
Não se via palhaçada assim desde que Batatinha e Companhia desmontaram do monociclo e chegaram vias de facto. O maior espectáculo do mundo, senhoras e senhores, meninos, meninas e indecisos.