Ultra modum, sine causa.
Expressão que denota claramente o estado de euforia lusitano, que ciclicamente assalta o país e se traduz num apetite devorador do qual resultam sempre duas sensações desagradáveis: o enfartamento (como se pode ver na figura; produto de uma dieta equilibrada de 3 dúzias de pastéis de bacalhau, bifanas e coiratos à discrição e garrafões de tinto que chegue para esgotar a produção bienal do Cartaxo), ao que se segue a azia (quando, por termos mais olhos que barriga, somos comidos por eles, por estarmos tão cheios que nem podemos com uma gata pelo rabo).