
Expressão que denota claramente o estado de euforia lusitano, que ciclicamente assalta o país e se traduz num apetite devorador do qual resultam sempre duas sensações desagradáveis: o enfartamento (como se pode ver na figura; produto de uma dieta equilibrada de 3 dúzias de pastéis de bacalhau, bifanas e coiratos à discrição e garrafões de tinto que chegue para esgotar a produção bienal do Cartaxo), ao que se segue a azia (quando, por termos mais olhos que barriga, somos comidos por eles, por estarmos tão cheios que nem podemos com uma gata pelo rabo).
O que vale ao país é que estes estados de alma só ocorrem de dois em dois anos (por coincidência, na altura dos Campeonatos Europeus e Mundiais de futebol), o que dá tempo à nação para se recompor da tragédia organizando greves gerais, apedrejamentos, eleições, crises pedófilas e outros acontecimentos mais ligeiros.